DIA 1 - Madri e Veneza

Dia mega cansativo, mas já cheio de histórias para contar. O dia começou difícil, uma mochila é muito pouco para um mulher. Depois de muito aperta a mala daqui, tira roupa dali, partimos rumo à Veneza, fazendo uma conexão de 5 horas em Madri. Ou seja, nossa imigraçãos eria feita em Madri. Tenso. Preparamos todos os documents que precisávamos, pensamos em tudo antes da viagem. Fabi só esqueceu de colocar os documentos na mala de mão, e despechou os comprovantes de acomodação e a passagem de volta para o Brasil junto com as bagagens. Estávamos bem apreensivas... quando chegou nossa vez de ir pra cabine da imigração o oficial saiu... ficamos esperando até que chegou um outro que mal olhou pra nossa cara. Só pegou os passaportes e carimbou. Ufa!
Passado isso, não queríamos mofar tanto tempo pelo aeroporto de Madri (Barajas), mesmo ele sendo lindíssimo. Começamos a pedir informações sobre como pegar o metrô para ir à cidade e descobrimos que não teríamos como voltar a tempo para o vôo de Veneza. No dia anterior à viagem, Fabi havia pesquisado na internet sobre o Estádio do Real Madrid e descobriu que era perto do aeroporto, mas não sabia na prática quanto tempo levaria.
Olhamos no mapa do metrô (disponível no posto de informação turística dentro do próprio aeroporto) e percebemos que levaríamos 20 minutos. Não pensamos 2 vezes.
A cidade possui uma extensa rede de metrô, por isso, é importante ficar atento à linha que se pretende pegar, já que em Madri há 9 delas. O aeroporto é o ponto final da linha 8 (linha rosa). Para chegar ao Estádio descemos na estação "Nuevos Ministerios" e fizemos uma conexão com a linha 10 (linha azul) e descemos na primeira estação: (Santiago Bernabéu). Essa estação é exatamente em frente ao estádio de mesmo nome, que é o do Real Madri, é só atravessar a rua. Na volta,pega-se o metrô na mesma estação em direção a Puerta Del Sur (essa ifnormaçãoe stá indicada em letreiros eletrônicos dentro da estação, cuidado para não pegar do lado errado!), trocar de linha, da azul para a rosa, e descer no terminal T4, já no aeroporto.
Na hora de comprar o ticket do metrô, isso pode ser feito tanto na cabine quanto nas máquinas. Nós compramos nas máquinas. Escolha aopção "Sencillo+cuplemento aeropuerto" que custa no total 2 euros. Na volta, fique atento ao suplemento porque, se for escolhida apenas a opção "Sencillo", na hora de entrar no aeroporto o ticket não será aceito e será necessário comprar o suplemento. Aconteceu com a gente. Caso compre "certo", guarde o ticket pois ele será necessário para de fato entrar no aeroporto.
Chegando no Estádio demos umas 2 voltas nele inteiro (é enoooorme) procurando o tal do portão 7 para nos informarmos sobre a visita ao Estádio. A visita não guiada custou EUR15, e vale bem a pena.
Há também a opção da visita guiada, que custaria EUR 22, mas no fim das contas, de um jeito ou de outro você vai nas cadeiras, no museu, na sala de troféus, no campo, no vestiário, na sala de imprensa... A estrutura é maneiríssima! O estádio tem até calefação na área da arquibancada! Durante nosso tour, demos ordem aos jogadores do banco de reservas (foto) e Branca deu até uma coletiva de imprensa.


Em Madri só tivemos tempo para isso, voltamos ao Barajas para o vôo à Veneza. Fabi dormiu o vôo inteiro.
Para Branca a viagem de 2 horas de Madri à Veneza já passou a primeira impressão sobre a itália, mais especificamente sobre os italianos. Inicialmente, uma má impressão: os italianos falam muito alto e fazem barulho para tudo! Branca nunca fez uma viagem tão mal dormida!
Ao chegar em Veneza, pegamos as direções do albergue "B&B Rota". Precisávamos pegar um ônibus do aeroporto até Piazzale Roma. Tinha uma máquina no aeroporto para comprar os tickets que nos fez perder uns bons 15 ou 20 minutos, sem sucesso. Tentamos umas 50 vezes, fazendo todo o processo até que veio um guardinha muito simpático e falou: "on the right, no machine". Perfeito. Compramos os tickets no balcão "on the right" para o ônibus nº1, que custou EUR 3. O ponto de ônibus é logona saída do aeroporto, aindana área coberta, o que foi muito importante já que chovia muito. Engraçadoé que há uma pequena fonte na porta do aeroporto; uma indicação de que você está em Veneza. Aqui tudo é na água.
O ônibus demorou 30 minutos para chegar. Há um letreiro eletrônico indicando a hora marcada para o próximo ônibus e em quantos minutos o mesmo chegará. Assim que ele chega, é necessário furar o ticket em uma máquina que pode estar ao lado do motorista ou no ponto de ônibus. Depois disso, é só colocar a mala no bagageiro, se necessário. Mais uma vez, é tudo baseado na boa vontade do passageiro, ninguém confere nada.
Esse ônibus chega na Piazzale Roma em menos de 10 minutos. Para nós foi necessário pegar mais um meio de transporte para chegar no albergue, que fica próximo à Ponte Rialto. Mas isso é importante apenas para quem carrega mala, ainda não conhece a cidade e chega de noite com chuva como foi o nosso caso. Depois percebemos que, apesar da distância, tendo disposição, é fácil chegar até o outro lado da cidade (Praça San Marco) a pé em mais ou menos 30 minutos.
Da Piazzale Roma, atravessando a rua, vê-se o ponto dos Vaporettos. Caso necessite, apenas olhe para um italiano e diga "Vaporetto" com um tom de dúvida na voz que eles apontam a direção. Lá também há letreiros eletrônicos indicando a direção de cada barco. nós iríamos para "Rialto". compramos o ticket para o arco 2 na cabine, mas esse também pode ser comprado na máquina. O ticket custou EUR 6,50.
Antes de entrar no barco, é necessário passar o cartão na máquina que se encontra logo na entrada. Até agora nao descobrimos a utilidade disso, mas, como não há um cobrador de ticket dentro do barco, imaginamos que isso seria o trabaho dele.
O barquinho nos levou rio (canal) adentro em menos de 5 minutos para a estação "Rialta". Dali, atravessamos a ponte, andamos 200 metros e chegamos enfim ao albergue. Fomos bem recebidos, tomamos um banho e demos uma voltinha, mais para matar a curiosidade. Jantamos uma fatia de pizza deliciosa, apimentadíssima, bebemos coca-cola, conhecemos nossas roomates (2 americanas de Minnesota) e dormimos. Já eram 21h.
Nosso albergue fica em um prédio que tem uns 500 anos, fica numa viela típica daqui com uams casinhas com flores na janela. Lindo! Está chovendo e chegamos a noite, não deu pra conhecer muita coisa, mas já estamos apaixonadas por esse lugar. Fabi já quer morar aqui!
PS: Veneza não fede, ao contrário do que todos dizem!!!

VENEZA è BELLISSIMA!!!

European Love

Perdoem o título tosco!
Só uma música da modinha pra agitar a viagem!

Obs: Cenas gravadas na Grécia!! haha... Os sinais, os sinais!!!

Lembrei

Esse me fez chorar!

Às vezes brinco dizendo que na minha vida tudo se encaixa. Não sei se as coisas se encaixam feito um quebra-cabeças ou se eu observo tanto os detalhes que quem acaba montando o quebra-cabeças sou eu mesma. E esse vídeo que anexei aqui abaixo parece ser uma metáfora para a peça que fecha todo o tabuleiro; ou ao menos é a primeira das últimas peças que serão encaixadas para finalizar esse jogo. Realmente, acho que o jogo está acabando... Que venha o próximo!

4 Cabeça + Veneza = Eu agora!

Observem a letra e as imagens atentamente amigos!! Beijos e Avante!

Segredos de planejamento revelados

Agora são mais 16 dias. Devido a uma obsessão crônica por organização e ordem cronológica desenvolvida há pouco tempo precisávamos que este post saísse logo para que não tomasse lugar dos posts da viagem de fato. A intenção é começar do começo.
Acho que com tempo desenvolvi um talento para encontrar coisas baratas na internet, especialmente coisas relacionadas a viagem. Acredito que essa tenha sido uma evolução adaptativa, a vontade de viajar sempre foi grande e a disponibilidade financeira limitada.
Sempre começo minhas pesquisas pelo site www.decolar.com, que eu sei que não é novo pra ninguém. Este site na verdade já foi melhor. Cerca de 2 anos atrás quando você efetuava uma pesquisa os resultados eram ordenados por preço total, incluindo as taxas de embarque, do mais baixo para o mais alto. Hoje o site ordena por preço da passagem, excluindo o valor das taxas. Isso é ruim, pois pelo que percebi as taxas variam de acordo com as escalas/conexões que você vai fazer, os aeroportos pelos quais você passa, a cia aérea que viaja... Então, quando se faz uma pesquisa pelo Decolar o ideal é simular a compra até o momento de colocar os dados de pagamento. Ali aparece o valor final a ser pago. Por isso, nem sempre a primeira opção que eles apresentam é a mais barata, é sempre bom checar algumas, pelo menos as 5 primeiras. O Decolar te dá as melhores opções, mostra quais cias aéreas estão operando com preços mais baratos para o trecho e datas escolhidos. Esse é um bom começo, mas agora que você ja sabe quais as cias são as mais baratas vale a pena dar uma olhada no site próprio delas, muitas vezes lá está ainda mais barato. Se você tiver flexibilidade com relação às datas é melhor ainda! No caso da nossa viagem escolhemos viajar pela Iberia e descobrimos que no site www.iberia.com.br se nós marcássemos o flag "sou flexível com as datas" apareceriam os preços das datas próximas à que escolhemos, mas isso só na opção ida/volta pelo mesmo lugar. Como chegaremos na Europa por Veneza e sairemos por Atenas fiz os dois testes. Teste ida e volta por Veneza e consegui a data mais barata para a ida. Depois ida e volta por Atenas e achei a data mais barata para a volta. Com isso, eu já sabia então qual era a cia aérea mais barata e as datas nas quais os vôos eram mais baratos. A partir daí foi fácil, pesquisei essas datas no Decolar e no site da Iberia e vi qual estava mais barato. Compramos então diretamente pelo site da Cia Aérea (que também oferece a opção múltiplos destinos, mas não permite a pesquisa com flexibilidade de datas). Dá mais trabalho, eu sei, mas dá pra economizar um bom dinheiro.
Passagens compradas, agora começa a fase 2: busca de albergues. Esta é muito pessoal, então vou falar das minhas preferências. Na hora de buscar albergues não adianta olhar só o preço. Já diria minha mãe: às vezes o barato sai caro. Eu tenho algumas prioridades ao buscar albergues. Normalmente reservo pelo www.hostels.com, mas o www.hostelworld.com também é muito bom. Depois de colocar as datas e o destino, peço que os resultados sejam ordenados por preço. Dentre os mais baratos procuro os que conseguiram melhor "nota média" dos hóspedes que já passaram por lá. Ao ver a nota dada pelos hóspedes levo em conta quantos hóspedes votaram também, acreditar no que diz uma pessoa só é bem arriscado, vai muito da personalidade de quem escreveu, do que a pessoa queria, se é fresca, exigente, ou o contrário. Entre os escolhidos, leios as reviews escritas. Leio todas, ou quase todas. A galera sempre dá detalhes importantes, os mais relevantes pra mim são localização e limpeza. Um albergue mal localizado custa caro, você perde tempo e dinheiro (às vezes muito dinheiro) para se locomover e acaba perdendo muito da viagem. E limpeza... bom, como o banheiro geralmente é compartilhado é sempre bom saber se eles limpam com frequencia, se o chuveiro funciona direitinho, essas coisas. Se esses dois itens estiverem bem cotados pra mim é suficiente. Não me importo com barulho, elevador, computador, nada disso. Tudo isso pra mim é plus. Se tiver, ótimo. Mas não pago mais caro por isso. Nesses sites você faz a reserva pagando 10% e o restante é pago no check in. Até hoje não tive problemas com reservas, mas é sempre bom mandar um e-mail uns 2 dias antes da viagem para confirmar.
Com isso, a parte mais cara da viagem já é conseguida com preços melhores. Tendo acomodação e transporte reservados é só começar a pesquisar quando se deve levar, quanto se gasta com comida, transporte interno, etc. Para isso recomendo o site www.mochileiros.com. Lá eles tem respostas pra tudo, ou quase tudo. Se não encontrar o que você procura é só deixar um tópico que sempre tem alguém que responde.
Segredos revelados, agora é só começar a viajar!

"Aquele que não viaja é como o que compra um livro e só lê a primeira página. Ambos deixam de conhecer o resto da história." Adaptado de alguém

Contagem regressiva - 1 Mês

Era para esse post ter sido escrito 4 horas atrás, mas infelizmente fui ao casamento de uma amiga e então está saindo um pouco atrasado. Antes tarde do que nunca! Consideremos que hoje ainda é ontem e que eu ainda posso dizer: falta exatamente um mês para nossa partida! Em 10/05/2010 Branca e eu partiremos rumo ao velho mundo, passando por mares nunca dantes navegados.
Engraçado que a ideia surgiu no MSN, após nossa desistência forçada dos planos anteriores, como ela já explicou aqui. Cada uma na sua casa, olhando o mapa mundi de alguma agenda velha. Cada uma foi falando os lugares do mundo que gostaria de ir e a gente nunca concordava completamente. Até que, quando eu já estava praticamente desistindo, eis que Branca diz: Cara, Grécia seria maneiro. Pronto, nossas vontades, curiosidades, anseios e reservas financeiras convergiram a um mesmo ponto. Nós duas nos damos bem por isso: se a gente concorda, perfeito! Se não, a gente aceita e tenta trabalhar a situação por outros caminhos. Uma cede daqui, outra cede dali e no fim da tudo certo.
Daí pra frente o trabalho foi de pesquisa e contas. Muitas pesquisas! Muitas contas!
Depois dessa fase exaustiva definimos o roteiro:
Rio de Janeiro - Veneza - Florença - Roma - Atenas - Mykonos - Rio de Janeiro


Ainda existe a possibilidade de uma passadinha em Pisa e/ou Nápole. Who knows? Em se tratando de Europa, tudo o que é planejado pode mudar. Sempre.
Mas a idéia é essa a princípio. Já compramos nosso Eurail Pass Regional para Itália e Grécia (já chegaram na minha casa inclusive - super rápido!), reservamos os albergues nas 3 cidades da Itália, compramos as passagens aéreas. Quase tudo pronto. As recomendações dos albergues vamos dando durante a viagem, não adianta falarmos agora do que ainda não conhecemos.
Para finalizar esse post comemorativo de 1 mês, um trecho já manjado do livro Mar sem fim, do Amyr Klink. Manjado mas que vale a pena, e muito! Ele conseguiu expressar o que eu sempre quis dizer aos que não me entendem quando digo que viajar é um vício necessário.
"... Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver... Il faut aller voir - é preciso ir ver! É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo." Amyr Klink - Mar sem fim








Morre lentamente quem não viaja

Inicialmente, Fabi e eu decidíramos fazer um mochilão pela América Latina. Escolhemos o jeito 'mochilão' de viajar pelo mesmo motivo que a maioria das pessoas: dinheiro (ou a falta dele). Todo mundo sabe que sai caro pros brasileiros viajarem pra qualquer lugar fora da América Latina (pra classe média, tá) e o baixo custo tornou tão vantajoso pra quem é jovem viajar que esse modo acabou ficando muito popular e até quem não 'precisa' o faz mesmo assim. Hoje em dia, todo mundo viaja de mochilão pra conhecer uma galera nova, já que os albergues, típico alojamento de mochileiro, têm como função secundária socializar.


Eu adoro essa ideia, a de socializar. Acho que esse deve ser mesmo o contexto do novo modo de 'conhecer o mundo'. Não basta só pagar pra ver os lugares. Você tem que experimentar, viver o lugar. Mesmo que em albergue você não vá necessariamente conhecer o povo local, você vai conhecer pessoas de outros lugares, o que é mais legal ainda. Imagina: pacote viagem Itália, incluído 'Conhecer noruegueses gatos'. Pô, dois pelo preço de um. Rs

Pois bem, decidimos viajar pela América Latina. Eu queria muito conhecer Machu Pichu e Fabi ficou encantada com o Salar de Uyuni e Deserto do Atacama. E era essa a viagem que faríamos. Íamos gastar pouco pra conhecer 4 países (Chile, Bolívia, Peru e Argentina), marcamos férias na mesma época, perfeito! Só que aí, veio Gaia e mudou nossos planos (sim, ela mudou nossos planos), Machu Pichu foi fechada por tempo indeterminado por causa de uma chuva que arrancou os trilhos do único meio de transporte que leva os turistas até Águas Calientes, e por causa do alagamento da própria. Ou seja, caos. Muitas pessoas ficaram na cidade sem como poder sair, enfim, já era Machu Pichu, risca da lista!!!

Aí um mês depois, veio Gaia novamente e se agitou (tô começando a achar que ela quer dizer alguma coisa pra'gente!), literalmente, e fez tremer a terra do Neruda (espero que a casa dele tenha ficado de pé), dessa vez, infelizmente, matando algumas centenas de pessoas. E lá se foi a desejada Santiago do Chile. Assim, nossa viagem foi totalmente cancelada sob muita infelicidade!

Depois disso nos cabia mudar o curso de nossa viagem, já que a data já estava marcada e o dinheiro devidamente 'apoupançado' esperando pra ser gasto em camisas do tipo 'estive no Quirguistão e lembrei de você'! Então, propus irmos para a Amazônia e Pantanal, Fabi não quis, propus irmos para o Caribe, Fabi quis, mas quis Bahamas, aí eu não quis. Até que lembrei que o planeta Terra é dividido geograficamente em dois hemisférios, o norte e o sul. Aí, só fiz subir a barra de rolagem do 'Google Maps' (por mais que o bolso tenha chorado um pouco nesse momento), e foi então que avistei... a GRÉCIA! E depois disso ainda descobri que a Grécia é do ladinho da ITÁLIA (apenas divididas por um oceano, nada que nos atrapalhe!!!) E no fundo, ouçam, tocou aquela musiquinha divinal "Aaaaaahhhhhhhhhh"

'The rest is history!'

Pra manter a tradição, Neruda!

Quem morre?


Morre lentamente

quem se transforma em escravo do hábito,

repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca

Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente

quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco

e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,

justamente as que resgatam o brilho dos olhos,

sorrisos dos bocejos,

corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente

quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,

quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,

quem não se permite pelo menos uma vez na vida,

fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente

quem não viaja,

quem não lê,

quem não ouve música,

quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente

quem destrói o seu amor-próprio,

quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,

quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,

quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,

não pergunta sobre um assunto que desconhece

ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior

que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos

um estágio esplêndido de felicidade.

Em Manutenção

A ideia da nossa viagem começou no ano passado quando cada uma de nós decidia em sua particularidade o que faria nas próximas férias, até que comentamos uma com a outra sobre os nossos desejos em relação à próxima vez que nos jogaríamos no mundo. Fabi apenas tinha certeza de que seu prazo para marcar férias na empresa estava no fim e eu, recém-solteira, que precisava muito de uma boa amiga para fazer-se de companhia fiel.
Foi assim que marcamos uma data, 10 a 24 de maio. O planejamento se iniciou logo depois e só foi concluído no último final de semana (já no mês de abril), depois de muita discussão (nossas discussões são sempre amenas), muito esporro (meu, óbvio), muita, muita, muita indecisão, que enfim, se concluiu com estranho sucesso (tudo está dando muito certo).
Daqui para frente tentaremos esmiuçar cada parte de nosso árduo planejamento para servir como mais uma fonte de informação para nossos futuros colegas mochileiros e, é óbvio, para que nossa família e amigos possam obter notícias nossas enquanto estivermos longe de casa.
Só posso rogar, então, que tudo seja maravilhoso sem que seja necessariamente de acordo com o que for planejado e, assim, finalizar a apresentação de nosso bebê-blog com a seguinte demonstração de pura ousadia, com licença poética + 'licença Pessoa', claro!:

"Viver é preciso, viajar é precisão!"